Dark mud – Dublin, Julho 2012

Dublin 08-09 de Julho 001

Finalmente em Dublin (até então, as horas de espera em Barajas eram meu recorde), e lembro de ver meu reflexo sorrindo nos vidros do aeroporto, era uma missão cumprida e me sentia muito feliz de estar ali. Bastante envergonhada com minha enorme mala rosa-choque (presente do meu pai), tentava não aparentar minha vontade de chegar em algum lugar e logo fui encontrada pelo motorista do taxi – o que soou um pouco luxuoso depois do perrengue em Madrid – ele me levou até o centro de Dublin, onde deveria ficar durante as três semanas de curso. No caminho, tive uma breve e empolgada explicação sobre futebol Gaélico.

O prédio era decrépito, o cheiro de mofo poderia fazer alguém vomitar, um bloco em L de tijolos à mostra com janelas sujas, na calçada, em frente à entrada, dois telefones públicos completamente depredados, nas portas uma variedade de lixo, manchas de vômito e, é óbvio, um interfone destruído; dois bêbados idosos cantavam no beco lateral, havia uma livraria fechada do outro lado da rua e uma multidão atravessava de um lado para outro sem notar a enorme mala rosa-choque. Era perfeito, era onde eu queria estar.

Dublin 08-09 de Julho 004

 

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