Wonko, o São.

Não estou tentando provar nada, a propósito. Sou um cientista e sei muito bem o que pode ser chamado de prova. Mas o motivo pelo qual desejo ser chamado pelo meu apelido de infância é exatamente esse: me lembrar de que um cientista deve, acima de tudo, ser como uma criança. Se ele vê algo, deve dizer o que está vendo, independentemente daquilo ser o que ele imaginava ver os ou não. Ver primeiro, testar depois. Mas sempre ver primeiro. Senão, você vai ver o que espera ver. A maioria dos cientistas se esquece disso. Mais tarde, vou mostrar uma coisa a vocês para demonstrar o que estou falando. Então, o outro motivo pelo qual gosto de ser chamado de Wonko, o São, é para que as pessoas pensem que sou bobo. Isso me permite dizer o que eu vejo quando eu vejo.  Não dá pra ser um cientista se você for ficar se preocupando se as pessoas vão ou não te achar bobo. Enfim, imaginei que vocês fossem gostar de ver isso também.

Era essa a coisa que surpreendeu Arthur quando ele a viu nas mãos de Wonko, pois era um aquário com um incrível vidro cinza-prateado, aparentemente idêntico ao que tinha em seu quarto.

(…)

O aquário parecia praticamente cantar sob o sol, repicar com a intensidade da luz que ele emanava e refletir uma miríade de arco-íris sombriamente brilhante ao redor da areia e sobre eles. Ele o girou e girou novamente. Puderam ver claramente as palavras delicadamente gravadas sobre o vidro: “Até Mais, e Obrigado pelos Peixes”.

(Douglas Adams. Até mais, e obrigado pelos peixes. Volume quatro da Série O mochileiro das galáxias.)

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