Mera probabilidade.

Continuo achando que o grande problema é a qualidade dos cinemas no Brasil, pelo menos, na minha cidade. Cinema por aqui é precário – em todos os sentidos que me entendam.

E continua sendo dubitável: quais as chances reais de você ter que sair no meio da sessão porque o projetor-or-something-like-that parou de funcionar no dia da estréia do filme?

Este e mais fatos, me fazem repensar se estamos prontos para sediar a Copa…

Como se não bastasse a vergonha alheia do cinema algumas horas antes naquela sexta-feira, a mera sugestão daquele restaurante deveria ter sido interceptada por um míssil. Acabamos em um restaurante/cantina que cheirava a mofo (= espirros, espirro, espir-TCHIM), prato com nome em Frances que dizia “Fillet com pimentas verdes” (= um filé cheio de pimenta-do-reino e arroz esturricado de tantas vezes que foi requentado) e um ambiente tão escuro que não decifrei a cor das paredes, nem identifiquei se era homem, mulher ou abajur o que sentava do nosso lado, muito menos o que estava fazendo naquele momento.

Quando o sábado chegou entendi seu poder religioso, deve ter algo a ver com regenerar os fracos. Era compensador o simples fato de existir sábado depois daquele começo de fim de semana desconfortável. Meu primeiro compromisso do dia era uma daquelas conferências comerciais de livros didáticos. Por Zeus, isto merece um capítulo à parte. Basicamente, meti-me em um grupo pequeno de professoras secundaristas de escolas públicas que gozavam da seriedade, nunca alcançada no seu dever diário, trazida pelas pastinhas plásticas, blocos e canetas brindes da Editora em questão; da felicidade do sorteio de livros ao final; e da promessa de discutir problemas reais da educação pública.

Depois de duas horas mais um coffee-break, somente, então, a paz e o sossego de uma… indisposição. Cheguei em casa com o corpo dolorido, abdome contorcido, sentindo frio quando estava quente e calor quando estava frio. Definidos os sintomas, minha maior preocupação era pegar uma doença tão sem graça quanto dengue. Porém para meu desgosto, foi ainda mais infame. O que aconteceu na segunda-feira foi que o médico, que demonstrava estar felicíssimo pelo grande progresso no tratamento de sua calvície, disse sorridente: este quadro é uma virose!

Naquele momento, o médico e seu implante de cabelo chegaram ao momento Gregory House da carreira médica ao dizer que um ser estranho invadira meu organismo. Este prognóstico, porém, eu poderia ter alcançado já no domingo, quando houve uma visita ao Pronto Socorro, com direito a três horas de espera e uma TV com os resultados preocupantes dos campeonatos estaduais – Não, não fui eu a enferma naquela ocasião, fui acompanhar apenas e fingindo estar firme e forte ainda sem virose nem dengue.

Provavelmente aquela pequena saleta de espera do Pronto Socorro continha tipos virais e bacterianos ainda não descobertos e estudados pelo homem. Aqueles germes, eu aposto, se multiplicam e se desenvolvem na região do Acre, mas se preparam para atacar toda a humanidade, começando por aquela saleta, a cidade, o país, o continente, o mundo.

Todos estes fragmentos compõem o final da ultima semana e o começo desta. Hoje mesmo, mais um contratempo: perdi meu cartão de crédito! Era contanto este fato como eu intencionava terminar este post. Aconteceu, no entanto, que acabei de encontrar o dito cujo cartão de crédito metido dentro do livro que ganhei no “sorteio” de seis livros para seis pessoas ao final da tal conferencia.

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