Dois patinhos na lagoa, 22.

A idade chegou com um serenidade inesperada e a capacidade de não mais gaguejer quando alguém me diz “bom dia”, algo admirável. Antes responderia “Obrigada”, invés do “bom dia”. Principalmente ao telefone mudei bastante o estado de espírito para atender pessoas, seus vocativos motivacionais e começar uma conversa. Por exemplo: “Oi, e aí, tudo bem?” – “Traquilo, e você?”. Percebe, consigo! Antes era bastante difícil falar em público e com o público. Atender telefone nem sempre saía como o esperado, pensava em dizer alô, mas o que pronunciava era uma glossolália. De qualquer forma, essa estranha habilidade que surgiu na semana passada, quando completei as duas década mais dois anos, não conseguiu fazer sumir aquele frio na barriga na hora de tratar caixas eletrônicos. Esta é mais complicada, algum trauma provavelmente. A primeira vez que usei o caixa eletrônico, bloqueiei o meu cartão de crédito que nem sequer havia usado. É um mérito, no mínimo. Once again, a serenidade da vida adulta se instalou por aqui, até revivi os discos de Jazz que antes não conseguia ouvir pela impaciência adolescente sedenta por três acordes mal tocados do Television.

Nada disso importa tanto quando meu time passa por uma fase péssima, cheia de instabilidades dentro da sua diretoria. Apenas achei que seria prudente, pelo menos, lembrar a mim mesma que completei 22. Afinal, passou assim, clap, num estalo. Tão insignificante quanto aqueles livros de história comprados por 9,90 na livraria Porto: muitas páginas e pouco preço.

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