Os Heróis

Alguém me explica sobre aquilo que pensava durante o banho.

Por que são feitos heróis aqueles que tem motivo pra se rebelar e não aqueles que são bravos por livre e espontãnea vontade?

Afinal, penso eu que muito mais heróico é, um dia qualquer de sua vida, levantar da cama – quentinha e almofadada – perceber que sua vida está plena e você é feliz, logo, por todos esses “motivos”, você precisa virar herói. Go! Do something great! Ótimo por mim, aceito melhor este herói do que aquele que passa fome na infância, é empregada doméstica e cria sete filhos, fica inválido e volta a andar ou quem viaja pra Africa e, então, depois resolve virar herói de alguma forma inconviniente.

Alguém fala sobre isso? a?lgum teórico, filofoso, sociólogo – que não seja Bourdieu, o Foucault, não? Se alguém souber envie informações.

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3 comments

  1. É sobre isso que pensas no banho?!?!?!

    E eu que pensava viver rodeado de questões filosoficamente impossíveis de serem respondidas! Mas eu é mais quando estou a comer.

  2. zeh

    independentemente do “background” da pessoa, acho que ser herói implica atingir (ou pelo menos tentar) um objectivo que promova o bem-estar geral, ou de uma população específica, ultrapassando as contrariedades que certamente existem (até porque se não existir oposição qualquer um faria o necessário).Acho que o que define ser-se herói é ter a coragem de contrariar o estabelecido e questionar algo pré-existente se tal não for benéfico, independentemente da pessoa que questiona ter nascido num berço de ouro ou num qualquer estábulo, ou da actuação nascer da necessidade (imagine-se um escravo que quer ser livre…) ou apenas da vontade (um exemplo hollywoodesco fácil de identificar – schindler…). e certamente que um mesmo indivíduo pode ser um herói para uma determinada cultura e um vilão de outra… 🙂 E sorry, mas não conheço qualquer autor que fale sobre o assunto…

    • Então, Zé, a coisa é que não estamos aqui discutindo isso. Meu problema é – e não estou disposta a repeitar culturas nesse momento – que acho inconviniente quem resolve promover o bem estar social, porque, E SE, eu não quiser alguém se mentendo no meu mal-estar? E SE, eu não quiser ser parte de um todo que sofre o problema X?
      E coragem? Coragem não se mede, vai. É a mesma coragem pra arrancar o band-aid e pra … enfim, pensa em algum ato heróico que requer coragem.

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