Sobre o tique.

Na grande maioria das vezes, tento fugir de posts sobre coisas que estão acontecendo comigo, fujo de posts sentimentais. Mas isto é pretensão de quem tem um blog, não-jornalistico, e diz que seu blog é sobre ‘”unitinulidades, futilidades e cotidiano”. Bem, tampouco, faço um blog sobre a roupa que uso a cada dia, portanto, qual outro objetivo do blog senão dizer a ninguém, ou a todos, como me sinto? Bem, vamos nós, num post sem qualquer – any – pretensão de ser intelectual seja qual for a palavra ou frase usada, ok?

Começa que hoje vai ser um dia de chuva e sol ao mesmo tempo. É como se o dia todo fosse um longo fim de tarde que, por sua vez, é um momento do dia triste. Pra mim é.  Quis experimentar um daqueles remédinhos que minha mãe costuma tomar. Um pequeninho, lilás, com efeito calmante, só calmante, completmente licito, mas que irá contra todos os meus princípios de que não há saúde mental. Há a simples dicotomia entre lucidez e a falta dela. Nem tomaria inteiro, porém gostaria muito que minhas pernas parassem de bater no chão no ritmo acelerado. Isso é “tique”, diz minha mãe, de quem se desespera por antecipação. Sinto-me nervosa antes de tudo acontecer, é toda a verdade, mas não se muda da noite para o dia.

Muda-se, no entanto, de casa da noite para o dia. Amanhã viajo rumo ao minha nova casa. Ainda não sei como vai ser. Espero que seja bonita, fresca, clara e aconchegante. E um sofá confortavel, sim sim. Não peço demais por isso, né? Espero que possa ter um lugar só meu e que nunca ninguém deixe cabelo no ralo, nem eu mesma. Não, não vai ser uma república or somenthing, mas isso é uma coisa que me irritaria muito, uma vez que o banheiro é um só lá, não mais três como é aqui.

Espero uma cozinha branda, é branda, sem grandes coisas, poucas coisas, duas taças grandes para o vinho e com vasinhos de violeta na janela. Se pudesse pintaria uma das paredes da cozinha de vermelho, melhor! ocre. Para lembrar sempre das pimentas, eu sempre me esqueço delas quando cozinho. Na lavanderia, penso em poder encher os beirais da sacada com jardineiras e plantar todos os tipos possíveis – e cabíveis – de temperos, principalmente salsa e cebolinha “o ano todo” (pelo nome peculiar).

E prometo que, se algum destes meus anseios, virar realidade conto, afinal um blog não é nada mais do que um diário. É onde contamos aquilo que não se contaria à pessoas na rua, nem mesmo aos teus amigos e, mesmo assim, continuam sendo coisas relevantes.

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