Bleh

Hoje é dia dos pais e, como não podia deixar de ser, acordei incomodada com a imposição festiva típica de “Dias” (das mães, dos pais, das avós, das árvores…). Tentei, muitas vezes, não me importar com isso, mas parece que, nesses dias, existe uma tecla F5, que atualiza seu pensamento. Hoje, em especial, fico pensando: com tantos problemas que eu tenho, em termos de convivência, com meu pai, o que mudaria um “parabéns, pai, é seu dia”? Na-da.

Mas, estamos bem. Só o que preciso fazer é: deliciar-me com a comida, sem sal que ele precisa comer, junto aos dois pai e mãe na mesa da cozinha. Escutar atentamente o que ele diz sobre algo alheio à mim. Responder às 9430948387857 indagações, sem o menor sentido, que minha mãe fará no intuito de amenizar a cena triste que se passa.
É tudo assim. Trágico. E é só 13:38 de um dia inteiro.

Bom, vam’ lá.

Ah, e o post cruel se justifica pois: “no Brasil, quem importou a data foi o publicitário Sylvio Bhering. Instituido no dia 14 de Agosto de 1953, período que coincidiu com o dia de São Joaquim, patriarca da família, atualmente é comemorado no 2º domingo do mês de agosto”

É tudo mercadológico. Até eu, que sempre foi um péssimo investimento.

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