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Juro que se tivesse cartas naquele momento teria construído o mairo castelo de cartas da história da rodoviária de Londrina. Na verdade, minha munição era um livro do Tom Wolfe e a tomada. Descobri que, em seus tantos metros de diâmetro e 16.813,90 m² de área, a redonda Rodoviária de Londrina possui tomadas só nos banheiros. E, uma tomada com energia, era só o que eu precisava naquele momento. As linhas de transoporte que fazem o sentido sul – norte do Paraná recusam-se a colocar ônibus para se cruzarem na estrada, portanto os horários têm diferença de pelo menos 4 horas de um para o outro. Ou seja, quando cheguei do primeiro ônibus vindo do interior de São Paulo eram, ainda, 11:30 da manhã, faltavam, ainda, cinco horas para o horário do meu último ônibus sentido sul.

Durante essas cinco horas, e muita bolachinha Clubsocial, a bateria do mp4 zerou. Nesse momente senti-me traída pela relutância, que eu mesma cultivei, com o iPod. Ele sim duraria todo o tempo necessário. Deu-se aí minha busca por uma tomada. Passadas duas horas no banheiro esperando a carga completar-se, lidos pelo menos 3 capitulos de Fogueira das Vaidades e passando por valet de banheiro. Depois comecei a pensar que alguem poderia sobreviver naquele banheiro por muito tempo. Coisa de meses. Mas isso seria apenas em caso de uma catástrofe mundial.

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