Mais uma dose de DH Lawrence

“Chegaram. Mellors abriu e depois fechou a porta por dentro. ‘Como numa prisão’, pensou ela. A chaleira cantava no fogo e sobre a mesa viam-se xícaras de chá”. (O amante de Lady Chatterley)

O abrir e fechar de portas, que para Constance é como uma prisão, hoje a noite, para mim foi a sensação mais reconfortante em muito tempo. Saber que fechei a porta da minha casa ainda que não fosse só minha, foi como entrar numa cabana quente na Islândia. Gostaria de sempre sentir essa sensação quando chego em casa da faculdade, como aquela cena de Juno (não é a primeira vez que falo dela aqui) “Depois de ficar o dia todo fora de casa, voltar para ela é tão bom!”. Sei que parece algo muito muito óbvio, mas só quem sentiu esse conforto uma vez, multiplicado por mil dentro de si, sabe como é.

Adoro pensar em viajar, pela expectativa de que na volta tudo isto aqui pareça um pouco melhor. Meus amigos, meus pais, minhas aulas, meus cadernos, meu livros, meus discos, meu gato, meu quarto…

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