Last Christman’s Spirit.

“… Eu é quem pergunto, o porquê de tudo isso. A coisa era pra ser diferente, mas se minha agressividade volta-se contra você, a culpa é somente sua. Foi você mesmo que me ensinou a pensar em tudo ao mesmo tempo, disse que o tempo era dinheiro e que as pessoas nao deveriam perder-lo fazendo coisas que não as agregassem nada. Agora minha cabeça e minha vida giram em torno desse impasse de querer descobrir, antes de todos, algo que ninguém sabe, mas de que adianta? Numa propaganda de whisky dizem que isto torna homens imortais, mas pra que a imortalidade se o grande objetivo é terminar o que tenho pra fazer aqui e keep walkin in somewhere else?
Me dê cigarros, me dê bebida, me dê comida, ou tire tudo isso de mim e me permita falar, gritar, berrar, jogar coisas na parede e dizer a cada um, sem amarras, sem panos quentes, sem máscaras, o que eles realmente se tornaram ou o que realmente são: pessoas fédidas, hipócritas arrogantes, que se esmagam dentro de lojas, que cheiram a PinhoSol (quando isso!) pra pagar menos, mais barato, pra pegar mais, pegar os melhores ou os que não vêm com defeito! E as crianças? Todas na idade infernal de metidas a quero tudo, “mãe compra?”. Na época do natal tudo isso vem à tona, todos os problemas, todos os anceios e desejos de paz pra próximo ano, ao mesmo tempo transperece todas as moléstias do mundo, toda úlcera encralacada, todo pus e toda ferida. Ainda assim, feliz natal, todo mundo.” (21/12/06) Anônimo.

Não é um BOM texto, mas achei interessante a última parte. Porém, se não transcrevesse (ctrl+c, ctrl+v) todo ele, ficaria sem sentido. Além do mais, creio que em partes, pequenas, compartilho dessa aversão ao momento natalino em que as lojas se empanturram de pessoas querendo pegar as melhores mercadorias. Lembro claramente da minha mãe fazendo isso enquanto meu estômago, dilacerado pelo lanche do carrinho, começava a dar sinais de enjôo. Oh, belas tardes aquelas em meus 9 ou 10 anos em que passávamos no calçadão, de loja em loja, de sacola em sacola. Mas, nesses meus ensejos de desespero, recebia o sinal do Espírito do Último Natal, me lembrando que, no Último Natal, fizeramos compras nos Camelôs e que neste Natal as coisas estavam melhores.  Merry Shopping Christmans, everyone!

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