Boris
Agosto 27, 2009
Não, não, não! Nada mais se falará sobre a proibição dos cigarros, cansou minha beleza e fará mal à cutis. Os pontos que devo levantar aqui são:
1- é muito jogo baixo falar de Pai, Filipe, sabes que tenho apreço por ti e não posso responder a isto de forma alguma.
2- sim evitem nascimentos e deixem que as mortes aconteçam, pois estas sim são inevitáveis. Morrer de atropelamento ou de câncer é dispensioso. Morrer custa caro e, em todos os casos, quem sofre mais é quem fica, não quem foi.
3- é teSão, não teZão…
Agora vamos ao que interessa. Nunca dantes encontrado um texto que expressasse a injúria perfeita sobre Boris Casoy, mas ele está aqui e está fotografado e, de lambuja, injúrias contra alguns outros…



Do livro Crônicas da Vida Boêmia, de Aluizio Falcão.
Agradecimentos ao amigo que tirou as fotos.
Assunstos inoportunos
Agosto 20, 2009
Escrever sobre assuntos que estão em pauta, só dá nisso.
Comentários ruins, sobre assuntos inoportunos. E não me refiro, apenas, ao que me malha sobre o egocentrismo. Afinal, nem negativo egocentrismo soa. Me refiro aos dois (o meu não conta e o terceiro fez-me rir) que percebem a questão de maneira tão óbvia, direta, previsível e sem graça.
Tá, eu sei! Quem sou eu pra dizer sobre a obviedade dos assuntos quando faço piadas previstas a todo momento? Bem, mas eu posso falar isso aqui, pois sou egocêntrica e esse é meu blog.
Levando ao modo prático das coisas: todos – e quando eu digo todos me refiro aqueles brasileiros que aparecem na TV falando sobre o assunto X, neste caso a lei 14.351 – enfim, todos falam sobre seus direitos em resposta à pergunta também previsível feita pelo repórter: O que você acha da lei anti-fumo?
Aí, chovem, acho certa ou acho errada, pois: tenho direito a respirar ar puro, tenho direito a fumar em lugares abertos, tenho direito aos meus hábitos sejam eles quais forem; tenho direito a escolher uma área de fumantes no meu estabelecimento, tenho direito a pedir que o fumante saia do meu estabelecimento.
Se puder estender um pouquinho, vou além na lista dos direitos que deveriam ser banidos: direito a segurar você e seu prato na fila do buffet, pois quer perguntar se a salada foi temperada com vinagre. Direito a atrasar você 15 min no caixa do supermercado conferindo preços, pois o travesseiro em promoção está mais caro que no folheto. Direito a reformar o apartamento às 8h, pois acordar os vizinhos com marteladas é muito mais divertido. Direito a interfonar reclamando do barulho às 22h, pois os vizinhos não podem atrapalhar o seu sono. E assim vai.
Por que não falar sobre deveres também, às vezes, só pra variar. Tenho medo de pensar quantas e quais barreiras sociais seriam quebradas com essa prática. Se trocassemos todos os direitos por deveres. Ou não é considerado dever a tolerância, por exemplo? Ainda que está seja um exemplo muito previsível considerando o assunto.
Enfim, não sei bem como terminar isto. Vai terminar assim mesmo.
Lei número 13.451
Agosto 2, 2009
Não sei qual o maior absurdo da lei antifumo. Realmente não consigo me decidir o que está mais errado ali. Se é o meu medo em, de repente, fumar em um lugar público, ou esquecer a lei e ascender um cigarro depois da refeição.
A primeira opção. Você realmente se importa em reparar se o lugar é público ou não? O imenso jardim que circunda o meu condominio é publico? Não é? Se a lei fosse aplicada aqui, eu poderia fumar sentada na grama do lugar onde eu moro com mais … muitas pessoas?
A segunda. As pessoas – nas hipotéticas mesas vizinhas – estariam loucas para fumar também, encarariam seu cigarro com inveja e preocupação, talvez, também, uma ponta de orgulho. “Veja, ela quebrou a lei anti-tabaco”.
Não faz sentido que o cigarro seja proibido em casas noturnas. É pra isso que elas existem. Com 16, a unica maneira de fumar era sair de casa, mas na rua era muito arriscado trambar com alguém, poranto nos bares fechados aproveitava ao maximo para gastar alguns daqueles vinte marlboros.
Por sorte, estou longe de São Paulo, mas moro em uma cidade que preza muito por essa imagem de saúde e colaboração-comum para o bem-estar. Não vai demorar muito até que fumar em lugares de circulação seja um ato fora da lei.
Mudas.
Julho 29, 2009
O ofício de cuidar de uma mini-horta em casa foi idéia minha. O apartamente é pequeno, tem uma varanda, agora fechada por janelas que, nos dias de muito calor, serve também para estufa e, na maioria do tempo, é a lavanderia.
Eu cuido daqueles dois vasinhos como se fossem meus novos animais de estimação, converso, falo sobre o tempo e que é pra ter paciência, pois o sol vai estar de volta nessa quinta-feira. Afinal, foi no domingo que o milagre aconteceu, as folhinhas dos tomatinhos deram as caras fora da terra, foi lindo de ver.
No entanto, quinta-feira estava longe demais pra eles. Hoje de manhã, acordei, fiz o café na cafeteira italiana e, quando acendi a boca direita do fogão, vi que os vasinhos não estavam mais no beiral da varanda. Encontrei os dois vasos esparramados dentro do tanque. Obra do gato, é claro. A terra cobriu e sufocou todas as folhas dos tomatinhos e a cebolinha morreu na queda.
Foi inveitável, as lágrimas brotaram, do nada. Aliás, dos olhos. E, em segundos, o café ficou pronto. Jamais imaginaria que o acidente me faria doer tanto por dentro. E o amor que criei por plantas? Tive, perseverança, botei tudo de volta no vaso, quebrei uma casca de ovo em mínimos pedaços e adubei a terra. Passei o dia todo pensando que a quinta-feira estava tão próxima daquelas mudinhas.
Acessórios e Blog
Julho 27, 2009
Simplesmente não consigo encontrar acessórios que me cabem. Foi engraçado ter a idéia deste post num estado de semi-embriaguez no sábado. Disse ao namorado: Quando chegarmos em casa me lembre de duas palavras, acessórios e blog.
Porém, os dito cujos acessórios não estavam comigo. Vi algumas meninas muito bem arrumadas, ao estilo que manda o local, invejei por um minuto alguém que consegue usar algum acessório que se destaque. Por mim, nunca passou mais do que um brinco singelo, uma pulseira sem pingente que, com certeza, ficará assim só por muito tempo e talvez o meu anel de strass em formato de tartaruga. Todos presentes significativos. E mesmo o colar que ganhei de presente do meu pai, na ultima segunda, vulgo meu aniversário, não tem grandes chances de sair da gaveta. Ainda que, ele seja estonteante e lindo em todos os contornos de prata.
O que não que me falta são opotunidades de usá-los, é uma questão de olhar. Quando me olho no espelho com algo que chame mais atençao que a roupa em si, ele volta pra gaveta. Também desisto de entrar em lojas de bjuteria, talvez por serem bjuterias me desanima no primeiro momento, pois sim, gosto de coisas de verdade sejam pérolas ou prata.
We, women, owe to the high heels…
Julho 23, 2009
Andei procurando por um novo par high heels, eles são agora meus objetos de consumo que, por sua vez, consomem toda inha atenção diante das vitrines. Aqui em Londrina é muito facil ficar parada na frente das lojas que parecem exibir um anuncio de imediato: Não aceitamos cartão universitário – sabemos que seu crédito é limitado.
Mas na internet tudo é possivel e gastar os olhos em um dia de chuva pela tela não faz mal a ninguém.
Foi justamente a procura por sapatos de salto alto que me fez lembrar de como antes era curioso comprar sapatos. Chegadas as férias o destino era a casa dos avós, na casa da minha avó nada faltava, então ela sempre ia comprar sapatos novos, pois os meus eram sempre tênis velhos e eu, diferente de hoje, repugnava lojas.
Aí, ela me fazia botar com um pé em cima de uma folha de almaço e desenhava o contorno. Ali, ela poderia saber qual o tamanho da sandalinhas que serviriam em mim.
“A Morte Por Saudade”
Julho 22, 2009
“O Bruno Aleixo, de Portugal”
Julho 20, 2009
Fábulas e Reflexões
Julho 16, 2009
Promoção!
Isso basta para chamar atenção, não?
SANDMAN (volumes de 5 a 10) pela bagatela de 30 dinheiros. Taí, uma coleção que gostaria de ver completa no armário.
Tive um namorado que gastava muito com estas coisas. Todo o dinheiro que ganhava nos “free lances” que fazia eram gastos com Neil Gaiman, Francisco Mutareli e Arnaldo Branco adapatando Nelson Rodrigues. Não tenho do que reclamar porque fiquei com o Francisco Mutarelli que ele tinha. Mas ainda sinto inveja da vez que dei um Alan Moore novinho. Provavelmente, ele também deu pra alguém. Não gosto de gente que não liga pra coleções, colecionar é essencial. Já me sinto mal de não poder comprar o volume 1 e ter que começar pelo volume 5, isto é como desmoronar um grande sistema. Mas, bah, é pelo preço imperdível.
