Le silence de Lorna

Maio 28, 2009

Havia três claros motivos pra ir no Cine Com Tour ontem. O primeiro, precisava sair com as botas novas, um cinema casual é bom para experimentações. Segundo motivo: todos sabem que eu pago-um-pau, sem adimitir, pra cinema alternativo, ainda que, continue resistindo fortemente às tendencias extraídas dele. Afinal, indie não sou! Jamais! Por fim e por terceiro, a companhia agradável de quem não gosta de filme francês.

Meu excelentíssimo tem a definição mais cabível pra filmes franceses: São filmes sem trilha sonora e com respirações ofegantes. Eu completo com: cenas de sexo aleatório e espontâneo.

Para não parecer assim tão reducionista, o filme ontem conta a história de Lorna (a personagem na capa) e de seus relacionamentos … ofegantes. Porém, o que nós, ralé intelectual, entendemos por relacionamento francês? Né? Cheio daquela coisa… ofegante e sexo no hall do apartamento, adultério, violência, corridas na floresta, afins.

Lorna, no entanto, é uma personagem fantástica. Simpática além da conta para uma personagem francêsa ou belga, whatever, e dos irmãos Dardenne. Pensando bem, a idéia de colocar uma personagem tão doce convivendo no mundo de homens (entenda homens por: eunucos, chorões e brutais) até que deu certo. Pois assim, é provavel que você se encante pelo comportamento de Lorna, como ela expressa seus sentimentos.

Não sei porquê razão, mas sou facilmente cativada por esses personagem que sofrem em silêncio. Filipe, além do “Silêncio de Lorna”, indico “Revanche” de Götz Spielmann, austríaco dessa vez. Revanche é, também, um filme sem trilha sonora, mas não tem respirações ofegantes nem sexo sem contexto (afinal, isso realmente me dá desgosto).

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