Espetáculo

Maio 30, 2009

Eu não gosto de teatro. Tenho vergonha de admitir que, um dia, fiz um curso de teatro. A coisa boa que aprendi nele foi: Não gosto de teatro.

Acontece que não é todo dia que se pode ver argentinos no palco, nem russos, nem franceses, quanto menos cubanos. Do teatro brasileiro, principalmente no que diz respeito à adaptações de Nelson Rodrigues, já sei que não gosto. Mas, meu bisa sempre dizia: não se deve dizer desgosta daquilo que nunca experimentou. Portanto que venham os Argentinos, os Franceses, os Cubanos e os Russos no palco.

Argen tinos*

França

Cuba

Rússia

* São duas peças argentinas, pois simpatizo com Argentinos.

Le silence de Lorna

Maio 28, 2009

Havia três claros motivos pra ir no Cine Com Tour ontem. O primeiro, precisava sair com as botas novas, um cinema casual é bom para experimentações. Segundo motivo: todos sabem que eu pago-um-pau, sem adimitir, pra cinema alternativo, ainda que, continue resistindo fortemente às tendencias extraídas dele. Afinal, indie não sou! Jamais! Por fim e por terceiro, a companhia agradável de quem não gosta de filme francês.

Meu excelentíssimo tem a definição mais cabível pra filmes franceses: São filmes sem trilha sonora e com respirações ofegantes. Eu completo com: cenas de sexo aleatório e espontâneo.

Para não parecer assim tão reducionista, o filme ontem conta a história de Lorna (a personagem na capa) e de seus relacionamentos … ofegantes. Porém, o que nós, ralé intelectual, entendemos por relacionamento francês? Né? Cheio daquela coisa… ofegante e sexo no hall do apartamento, adultério, violência, corridas na floresta, afins.

Lorna, no entanto, é uma personagem fantástica. Simpática além da conta para uma personagem francêsa ou belga, whatever, e dos irmãos Dardenne. Pensando bem, a idéia de colocar uma personagem tão doce convivendo no mundo de homens (entenda homens por: eunucos, chorões e brutais) até que deu certo. Pois assim, é provavel que você se encante pelo comportamento de Lorna, como ela expressa seus sentimentos.

Não sei porquê razão, mas sou facilmente cativada por esses personagem que sofrem em silêncio. Filipe, além do “Silêncio de Lorna”, indico “Revanche” de Götz Spielmann, austríaco dessa vez. Revanche é, também, um filme sem trilha sonora, mas não tem respirações ofegantes nem sexo sem contexto (afinal, isso realmente me dá desgosto).

Meu programa de Quarta

Maio 26, 2009

Maio 21, 2009

Quando eu li o que a Ieda falava sobre Gente-que-Faz,

“Algumas pessoas são “gente que faz”. Todo mundo faz alguma coisa, mas essa gente não faz o que a gente faz – tipo, omelete – mas eles fazem coisas”

, fiquei intrigada, pois, nunca – jamais – pensei que seria Gente-que-Faz, ainda que, de repente, larguei a faculdadepela metade,  dei a desculpa de que queria ficar livre do ambiente familiar e de estar cansada da companhia das pessoas e fui embora da cidade. Agora, moro sozinha, eu e meu gato, in fact. O que eu, realmente, quis – e ainda quero!!! – é selecionar pessoas para viver ao meu redor. E pode parecer terrivel que, da minha parte, por hora, meus familiares não façam parte dessa lista. Adoro minha avó, mas ela não sabe diferenciar o gostar e o querer, portanto, me irrita!!!

Enfim, eu me senti dentro da Gente-que-Faz por alguns segundos. Até que … tchan-nâ … escutei uma voz no outro cômodo. Aí a ficha caiu, nunca seremos Gente-que-faz sem o capital. Se tivesse  meu próprio salário, meu emprego e meu dinheiro garantido, poderia inventar alguma desculpa pra que as visitas da minha mãe fossem de seis em seis meses – no mínimo – sem a consciência pesada de que o omelete que eu faço  é pago por outrem. Penso que esse é um tempo considerável de acumulo de saudade, enquanto isso eu poderia dar desculpas, aquelas do tipo: Er, não sei, muito trabalho e tenho que ir pra cidade vizinha dar aula. Ou, Puxa vida, justo esse fim de semana que as minhas amigas também vêm pra passear? Seria fantastic sentir saudade, queria reavivar esse sentimento, mas nada acontece que eu possa senti-lo.

Nem mesmo meu namorado! Que ficou fora uma semana e a saudade foi aquela saudade ‘normal’, gostosa, mas normal. Não aquela saudade, de outros tempos, que eu sentia quando morávamos 300km distantes um do outro. Com minha mãe não acontece o mesmo, na verdade, nem me lembro de acontecer. São 300km e 20 dias distantes, mas ainda assim não sinto a sensação gostosa de abraçar alguém que até  dois segundos atrás a presença fazia imensa falta.

Imagem da semana.

Maio 17, 2009

Não não creio que sejam recentes, mas encontrei essa semana.

Cartazes da IGFM (aqui no nosso português: Sociedade internacional dos direitos humanos) sobre a restrição do uso da rede. Daqui.

Não havia notado, até então, a incrível semelhança de Ahmadinejad com o Homem do Bussaco.

Os Heróis

Maio 15, 2009

Alguém me explica sobre aquilo que pensava durante o banho.

Por que são feitos heróis aqueles que tem motivo pra se rebelar e não aqueles que são bravos por livre e espontãnea vontade?

Afinal, penso eu que muito mais heróico é, um dia qualquer de sua vida, levantar da cama – quentinha e almofadada – perceber que sua vida está plena e você é feliz, logo, por todos esses “motivos”, você precisa virar herói. Go! Do something great! Ótimo por mim, aceito melhor este herói do que aquele que passa fome na infância, é empregada doméstica e cria sete filhos, fica inválido e volta a andar ou quem viaja pra Africa e, então, depois resolve virar herói de alguma forma inconviniente.

Alguém fala sobre isso? a?lgum teórico, filofoso, sociólogo – que não seja Bourdieu, o Foucault, não? Se alguém souber envie informações.

Do Vontade Indómita

Maio 15, 2009