Latvia _1932_

Recebi, até hoje, apenas dois cartões postais. O primeiro, nem se conta,  foi agradecimento de ‘um certo canal de tv a cabo’ pela minha participação em uma promoção, ao menos era muito bonito! O Segundo foi um barril de chop na Alemanha ou Bavaria, não lembro, que recebi de uma amiga feito uma piadinha de mal gosto comigo.

Nunca escrevi um cartão postal, sequer sei como é estar em um lugar distante e bonito e querer mandar a alguém uma foto dizendo: Look where I’m and you are not!

Procurar sobre serviu para achar uma bonita coleção de cartões postais de 1898 até 2007.  De vários países, muitos do leste europeu. Aqui

Pela VF

ps: e este é o menos votado… (855)

Eu entro facilmente em conflito com gente burra. Ultimamente, no meu curso, ando entrando em vários conflitos o tempo todo. Estudo com gente burrinha, bem fraquinha. Daqueles tipos que dizem: você gosta de rock ou de música lenta? Ou: Não gosto desse filme – In to the wild – porque é lento demais…

Não são pessoas más, nem sempre ignorantes, são burras porque reduzem tudo que vêem em um paralelo do que é bom e do que é ruim. Por exemplo algo bastante prático: se alguém morre é ruim, se alguém sobrevive porquê ganha um rim é bom. E ninguém pára pra pensar que quem morreu poderia estar prestes a  descobrir a cura pra Aids e quem sobreviveu é um molestador e vai durar mais 20 anos.

Estas e outras, às vezes, me desaniiiiiimam da vida, fico pensando: e quando tivermos contato com clássicos da literatura, que vão falar de Dorian Gray ou Capitão Ahab? Imagino as piadinhas e as colocações sobre a wwf.

Até o final do semestre, preciso pensar em uma música, com letra relevante, para apresentar à sala, comentar seu significado e blah. Até agora achei não  alguma sem qualquer margem para constrangimento gratuito.

Hoje, dentro de mim…

Junho 10, 2009

Hoje acordou alguém completamente intolerante dentro de mim. Durante a segunda, e também última, aula do dia, o menino que costuma sentar na minha frente estava vestindo uma daquelas camisetas de campanha de inclusão social, aquelas com o emblema sugestivos do tipo: “Fera”, “aprendiz”, “semente”.

Penso até que poderia ser criado o projeto “ceifador” para crianças da zona rural. Assim continuaria com a temática de nomes cretinos.

Aí, a pessoa com a camiseta mostra ser um profundo conhecerdor da sua realidade, e do porquê prefere, aos 27 anos, continuar usando a camiseta, ao dizer coisas do tipo “o Silvio Santos deve acender o fogão com uma nota de 10″ e afins.

Esse tipo de atitude que, casualmente, somos obrigados a telespectar fazem jus a intolerancia desses dias…

Maraolo, $370.

Via-Uno $220

Território Nacional $203

Huis Clos $1 184

Carlos Tufvesson $ 550

http://revistaestilo.abril.uol.com.br/imagem/moda/outono-inverno2009/079_sapato_01.jpg

Bom dia, senhores.

Junho 1, 2009

Fugie Feelings

Junho 1, 2009

Em audio slide show…*

Here Schjeldahl discusses Bacon as a European artist in opposition to Abstract Expressionism and analyzes several of his major works.

*Não gosto muito dessa coisa preguiçosa de ‘é mehor escutar do que ler’

Espetáculo

Maio 30, 2009

Eu não gosto de teatro. Tenho vergonha de admitir que, um dia, fiz um curso de teatro. A coisa boa que aprendi nele foi: Não gosto de teatro.

Acontece que não é todo dia que se pode ver argentinos no palco, nem russos, nem franceses, quanto menos cubanos. Do teatro brasileiro, principalmente no que diz respeito à adaptações de Nelson Rodrigues, já sei que não gosto. Mas, meu bisa sempre dizia: não se deve dizer desgosta daquilo que nunca experimentou. Portanto que venham os Argentinos, os Franceses, os Cubanos e os Russos no palco.

Argen tinos*

França

Cuba

Rússia

* São duas peças argentinas, pois simpatizo com Argentinos.

Le silence de Lorna

Maio 28, 2009

Havia três claros motivos pra ir no Cine Com Tour ontem. O primeiro, precisava sair com as botas novas, um cinema casual é bom para experimentações. Segundo motivo: todos sabem que eu pago-um-pau, sem adimitir, pra cinema alternativo, ainda que, continue resistindo fortemente às tendencias extraídas dele. Afinal, indie não sou! Jamais! Por fim e por terceiro, a companhia agradável de quem não gosta de filme francês.

Meu excelentíssimo tem a definição mais cabível pra filmes franceses: São filmes sem trilha sonora e com respirações ofegantes. Eu completo com: cenas de sexo aleatório e espontâneo.

Para não parecer assim tão reducionista, o filme ontem conta a história de Lorna (a personagem na capa) e de seus relacionamentos … ofegantes. Porém, o que nós, ralé intelectual, entendemos por relacionamento francês? Né? Cheio daquela coisa… ofegante e sexo no hall do apartamento, adultério, violência, corridas na floresta, afins.

Lorna, no entanto, é uma personagem fantástica. Simpática além da conta para uma personagem francêsa ou belga, whatever, e dos irmãos Dardenne. Pensando bem, a idéia de colocar uma personagem tão doce convivendo no mundo de homens (entenda homens por: eunucos, chorões e brutais) até que deu certo. Pois assim, é provavel que você se encante pelo comportamento de Lorna, como ela expressa seus sentimentos.

Não sei porquê razão, mas sou facilmente cativada por esses personagem que sofrem em silêncio. Filipe, além do “Silêncio de Lorna”, indico “Revanche” de Götz Spielmann, austríaco dessa vez. Revanche é, também, um filme sem trilha sonora, mas não tem respirações ofegantes nem sexo sem contexto (afinal, isso realmente me dá desgosto).

Meu programa de Quarta

Maio 26, 2009