O melhor blog do ano…

de 2012. Sim! Porque melhor que este será difícil!

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Disposições – O fim de ano.

É chegada a hora de reclamar. O fim de ano.

Comerciais sobre 2011 são terríveis, com a mesma ladainha dos anos anteriores. Que o ano foi um máximo, cheio de realizações, repleto de momentos felizes.  Gente sorrindo, labrador correndo no gramado verde, criança desfocada vestida de branco…

 

 

Bullshit.

2011 foi um péssimo ano. Sem dinheiro, sem casa própria,  sem carro, sem carteira de motorista (sim, consequências do primeiro). Não voltei pro inglês. Perdi meu avô, perdi outros familiares também. Meu gato ficou sem tomar banho. A melhor (se não a maior em tamanho) aquisição que fiz este ano foram ventiladores. Ventiladores!

Sua vida entra em crise durante um ano inteiro e as pessoas querem ser simpáticas com o fim de ano?

Quartas-feiras, ou quando estou só com você.

Da série: “How do I feel according to Mad Men”

Segunda e terça-feira.

Interior.

Será que existe, de verdade, alguma parte divertida em voltar para cidadezinha em que você vivia antes de poder se livrar dela? Não…

As pessoas inventam e se iludem com a possibilidade de diversão. E, talvez, desfrutem levemente da melancolia e da nostalgia que o retorno gera.

Das disposições I

Caso de malandro é assim, deita sorrindo e acorda pra chorar.

Sobre o ciumes, parte 3 (short finale):

Confie sempre mais no Google do que no seu marido.

Sobre o ciumes, parte 2:

It sucks. Mas é inevitável.

Sobre o ciúmes, parte 1:

- Você não confia em mim?

- Confio.

- Então vai ficar tudo bem.

- Mas eu confio mais ainda na capacidade das mulheres que não valem nada em foder com tudo.

O sábado e o rádio

Na década de 90, quem escutava as rádios de pagode (que recebiam um carinhoso, e nada além de carinhoso, apelido de rádio senzala) eram mocinhas, solteiras e curvas avantajadas e que, nas tardes de sábado, depois do almoço, aproveitavam para limpar a cozinha de casa. Enquanto esfregavam o chão ou o fogão engordurado, no radinho tunava alguma melodia com cavaquinho e sílabas dispersas. Depois, durante a semana tinham uma conversa parecida com isto:

- Você viu a nova musica do Exalta?

- Não, mas a nova do Belo é linda, menina. É a música que eu queria que fosse minha e do Adalto.

- Qual?

- Derê.

- QUAL?

- Derê. – Canta com olhos fechadinhos pensando no Adalto – Aquela assim: de-de-de-rê, derê, derê, dêeee-i-rê.

- Ah, tá.